Maragogi: um guia prático

Maragogi é um pequeno paraíso em Alagoas, cercado de coqueirais e com ventos fortes que sopram do oceano. Pra onde você olhar, tem uma paisagem de cartão portal esperando pra ser fotografada. O mar é de um tom impressionante de azul. Mas a principal atração são as piscinas naturais, formadas na maré baixa.

Praia de Peroba (Maragogi – Alagoas)

Verifique o calendário lunar

A maré é mais baixa nas luas cheia e nova, então programe-se pra viajar nesses períodos. Do contrário, você vai acabar não conhecendo nenhuma piscina a não ser a do hotel.

Faça sua reserva com antecedência

O que não falta em Maragogi é hotel/pousada, mas conseguir um quarto legal no período que você quer exige um pouco de planejamento – especialmente na alta temporada. O hotel que fiquei não era minha primeira escolha, mas foi excelente e tinha tudo o que eu precisava: quartos confortáveis com ar condicionado, café da manhã caprichado, acesso direto à praia e um restaurante muito bom logo ao lado. Além de tudo isso, uma pessoa da agência Costazul ficava à disposição dos hóspedes em horário comercial para contratação de passeios/translados à preços justos.

Hotel Crôa Mares – Vista noturna da piscina

Vá por Recife

Apesar de ficar em Alagoas, a melhor opção pra chegar em Maragogi via aeroporto é por Pernambuco. Maragogi fica mais ou menos no meio do caminho entre Recife e Maceió, mas por Recife você tem mais opções de voos e a estrada até Maragogi é infinitamente melhor. Fiz o translado com o pessoal da Translado Recife e além de super atencioso o condutor nos deu dicas sobre as praias, passeios e sobre a tábua de marés.

Evite ficar no centro de Maragogi

Infelizmente a principal praia da cidade muitas vezes está imprópria pra banho. Quando fui conhecer a orla da Praia de Maragogi, vi num trecho bem curto duas valas malcheirosas desaguando no mar. O IMA – Instituto do Meio Ambiente de Alagoas emite relatório semanais com a balneabilidade das praias, então não custa verificar antes de ir entrando no mar.

Confira a tábua de marés

As piscinas naturais são formadas na maré baixa, então saber exatamente quando ela vai estar no ponto mais baixo ajuda a programar os passeios. Tem embarcação saindo pras piscinas o tempo todo, mas se você puder pegar o primeiro passeio da manhã é melhor porque as piscinas costumam lotar.

Máscara, snorkel e meia com solado antiderrapante ajudam

Eu queria ter comprado meu próprio conjunto de máscara/snorkel, porque são coisas obrigatórias pra quem vai conhecer as piscinas naturais. Mesmo assim, as agências que fazem os passeios alugam por cerca de 15 reais, o que vale a pena se você não liga de colocar na boca um snorkel que deve ter sido usado por umas 500 pessoas já. E a meia anti-derrapante não é obrigatória, mas teria ajudado um bocado a proteger minhas patinhas dos corais.

Vai saber por onde esse snorkel andou né

Tem muita coisa linda por perto

Se você vai ficar pouco tempo em Maragogi, não perca tempo indo pras adjacências e curta a praia de lá. Mas se tiver um tempinho a mais, vale a pena fazer o passeio até a Praia dos Carneiros em Pernambuco. O passeio pela Costazul custa 55 reais por pessoa e dura o dia inteiro. Leve dinheiro porque o passeio de catamarã oferecido pela mesma empresa só pode ser pago dessa forma.

Praia dos Carneiros (Tamandaré – Pernambuco)

É na Praia dos Carneiros que fica essa capelinha antiga, que abre pra missas na alta temporada e só pra casamentos no resto do ano. Dá pra acessar a partir do principal ponto de apoio da praia – o restaurante Bora Bora – em uma caminhada de cerca de 20 minutos.

É bom ter um mínimo de preparo físico

A Praia de Antunes é impressionante por si só, mas ela tem uma atração extra: a piscina natural pode ser acessada a pé. São 40 minutos de caminhada com água pelo joelho, mas juro que vale muito a pena.

Distância entre a praia e a piscina natural: um km mar adentro

A piscina é maravilhosa e cheia de todo tipo de vida marinha. A vista da praia é incrível. E eu fiquei sem adjetivos pra descrever então vou começar a usar “foda”. É foda demais, foda de linda. E foda de voltar, porque são mais 40 minutos caminhando de volta com o sol na cabeça. Se eu fizer isso todo dia, fico com as pernas da Gracyanne Barbosa.

Piscina natural – Praia de Antunes (Maragogi – Alagoas)

Eu amei Maragogi e acho que vale muito a pena conhecer. E vocês, qual viagem querem fazer em 2018? E quais praias recomendam? Porque pra 2018 eu quero viajar muito mais!

Gringa degringolada

Era a primeira vez que eu visitava Natal. Estava sozinha na praia, que estava atipicamente vazia pra uma manhã de verão. E como já tinha andado bastante, decidi entrar no mar. Pendurei a câmera e a bolsa numa cerca meio afundada na areia e entrei na água. O mar não estava muito bravo naquele dia, era dia de maré morta. Eu não estava distante da praia, já que queria ficar de olho nas coisas que deixei penduradas na cerca. Mas apesar de não estar agitado, eu tomei alguns caldos e, quando me dei conta, uma corrente me arrastou pra longe da praia.

Tentei nadar de volta meio no desespero e o chão simplesmente havia desaparecido. Enquanto tentava voltar, uma onda grande me virou do avesso. Engoli água e senti a queimação que era ter água salgada entrando pelo nariz. Continuei lutando pra recuperar o equilíbrio e voltar à praia. Meus pés finalmente tocaram o chão, mas devia ser apenas a ponta de uma pedra coberta de ostras afiadas. Cortei o pé e outra onda grande me virou de cabeça pra baixo.

Como eu escapei? Não faço ideia. Talvez Iemanjá tenha devolvido a oferenda. Talvez aquela não fosse a minha hora. Mas eu escapei. Consegui sair do mar me arrastando, a parte de cima do biquíni toda enrolada, cheia de areia no cabelo, cuspindo água salgada. A alguns metros de mim, uma mulher enorme (eu juro, ela devia ter mais de 1,90m) usando salto 15 e um maiô engana-mamãe gritava “PROTETOOOOOOR! VOCÊ TEM QUE USAR PROTETOOOOOOORRRRRRRR!” enquanto fazia gestos como se passasse algo nos braços.

Sim, pessoas. Ela achou que eu era uma gringa burra que nunca tinha ido a praia na vida e que provavelmente passaria o resto da semana de cama porque estava toda queimada de sol. Olha, nisso ela tinha razão. Eu realmente fiquei cheia de queimaduras aquele dia, mas o ponto não é esse.

Queimada sim, mas sem perder a ternura.

Outra praia em outro estado, Porto de Galinhas dessa vez. Eu estava aproveitando o final da tarde quando passei por um grupo de locais. Um deles comenta em voz alta: “Gringa boa, pena que não entende português!”.

Eu olhei em volta ~discretamente~ me dando conta de que eu era a pessoa mais branca da praia, quase vazia naquele horário. Sabe quando você demora pra realizar que o comentário havia sido direcionado pra você? Continuei andando como se não tivesse ouvido nada, mas a minha vontade era voltar lá e mandar um OLHAKI KIRIDINHO?? Gringa é a putakilpariu!

Longe de ser a primeira ou a última. Ser confundida com gringa até pode parecer um negócio engraçadinho, mas é bem chato por dois motivos:

  1. as pessoas acham por bem falarem os maiores absurdos na tua frente porque acreditam que você não fala português.
  2. as pessoas acreditam que podem cobrar o triplo do preço que cobrariam pra um brasileiro porque você recebe em dólar (ou euro).

Mas apesar de tudo, nem sempre isso é desvantagem. Eu já me esquivei de cantada/vendedor insistente só falando I’m sorry, I don’t speak Portuguese… Normalmente a pessoa só arregala os olhos e foge. Deve ser a tal da gringofobia que a gente ouve falar nas propagandas de cursinho de inglês.

Estou de viagem marcada, mas precavida que sou estou levando dois biquínis fio-dental. Vocês até podem achar que eu tomei gosto por mostrar a bunda por aí depois daquele incidente no meu local de trabalho, mas a verdade é uma só.

E quero ver quem vai me achar gringa com a bunda de fora.

Encare seus medos

Uns dois dias atrás eu tive um sonho. Sonho não, um pesadelo do pior tipo. Sabe quando você acorda e o pesadelo fica contigo o resto do dia, como uma pedra pesada em cima do seu peito? Esse tipo de pesadelo.

No sonho, eu era perseguida por uma cobra. Eu sabia que a cobra era venenosa, pela aparência áspera das escamas, pelo formato da cauda e pelas pupilas. Era uma cobra preto e branca, muito similar a uma urutu-cruzeiro com as cores invertidas.

Oi gente tutu pon (Via)

A cobra era agressiva, vinha atrás de mim, era rápida. Mas eu sempre conseguia escapar. Ela me perseguiu por toda a fazenda do meu vô, na beira da represa, até dentro da casa. Um hora eu consegui agarrar ela e ela me olhou nos olhos. Eu estava com medo, mas não deixar de encarar. Quando eu finalmente consegui matar ela, ela inflou como um balão e…

…explodiu. Ela liberou um gás que irritou minha garganta e meus olhos.

Então, o que eu faço disso tudo? Eu sou especialista em interpretar os sonhos alheios, não os meus próprios. Sabe cabeleireira que não consegue cortar o próprio cabelo? Tipo isso.

Eu cresci com muito medo de cobra. A vida inteira nós ouvimos sobre as cobras venenosas que se escondiam no mato, entre as pedras. As sucuris que moravam na represa. O que mais causava medo era também o que mais me fascinava. A expressão mais primitiva de tudo que eu temia. Engraçado que nem lembrava que sentia tanto medo até ter esse sonho.

Talvez por isso mesmo eu tenha escolhido uma cobra pra minha primeira tatuagem. Porque eu tenho medo sim. E eu estou viva. E se tem alguma coisa que eu consegui absorver desse sonho é que, por mais que eu sinta medo, eu consigo encarar. Sem fugir.

Tenha medo, mas faça de qualquer jeito. O mais importante é a ação. Você não tem que esperar até ter confiança suficiente. Apenas faça. E eventualmente a confiança vai surgir. ❤️

Encare seus medos. Aprenda com eles. E nunca, jamais deixe de viver por conta deles.

Férias!

A partir de hoje, 8 de janeiro, estou oficialmente de férias. Sim sim, é o título do post, certo? Porém sair de férias pra mim é complicado: eu não desligo do trabalho. E nem é por falta de confiança em quem ficou responsável pela minha função. Porque a pior coisa que pode te acontecer é você ser insubstituível, já que uma pessoa que não pode ser substituída vai ficar eternamente no mesmo lugar. Não, o meu problema é que eu deixo o meu trabalho me definir e, quando não estou trabalhando, eu me sinto como se não fosse eu mesma.

Então pra evitar que eu enlouqueça completamente nesses dias eu vou tentar fazer algumas coisas. A primeira delas é voltar a desenhar. Eu me dei conta de que não desenhei nada em 2017. Pra onde foi minha criatividade? Daí eu me lembro que tenho um livro parado pra terminar (de escrever, não de ler) e que compus muito em 2017 (sério, eu escrevi pelo menos 5 músicas). Aparentemente minha criatividade só foi direcionada pra outras áreas.

Pelo menos eu voltei a desenhar já

Eu também não posso parar de estudar. Vou reativar meu Duolingo e voltar a estudar outro idioma. Falar alemão é um sonho antigo e eu sempre fui completamente apaixonada pela sonoridade desse idioma. Também queria muito ler meus autores favoritos no idioma original. Muita coisa é perdida quando você traduz algo. E fotografia! Eu amo fotografar, mas não fiz isso em 2017. Hora de pegar minha câmera de novo, desacelerar e tirar algumas fotos.

E vocês? Fazem alguma coisa pra desacelerar/relaxar? Eu super to aceitando dicas (por fora estou rindo, mas é de desespero).

Meu último mico de 2017

Programei este post pra ir ao ar no último minuto de 2017 só pra ter certeza de que esse realmente foi o último mico do ano.

Então eu decidi que seria fitness. Porque não acredito nisso de começar a dieta na segunda ou esperar primeiro de janeiro pra começar a fazer exercício de novo, eu comecei a caminhar no lago aqui da cidade. Não no lago porque não sou Jesus, mas ao redor dele. Vocês entenderam. Enfim.

O lugar é um destino popular pra quem curte fazer exercício, sempre tem muita gente caminhando ou correndo por ali. Então eu dou duas voltas no lago (o que dá um total de 5km), me alongo e volto pra casa.

Mas o problema é que a minha casa fica longe do tal lago. Chegar lá é uma pequena odisseia e, apesar de ter ônibus circular, os horários não são muitos. E caminhar perto de casa não rola porque a caminhada ia virar rapidinho um cooper com três nóias atrás de mim. Essa semana eu saí um pouco antes do ônibus passar pra aproveitar o ensejo e já ir me aquecendo. Meu plano era pegar o ônibus uns quatro pontos na frente. Eu ia logo descobrir que não era um plano muito bom.

Eu fui descendo pela avenida do jeito que dava, já que em muitos lugares a calçada inexistia. Sabendo do meu histórico com tombos, eu tentei andar o mais cautelosamente possível. A avenida vinha numa descida e eu fui seguindo, com cuidado. Quando a descida finalmente terminou e eu já estava próxima ao ponto em que eu ia pegar o ônibus, olhei pra trás e vi que vinha vindo um outro ônibus que dava menos volta pra chegar até o lago.

Não sei se foi emoção demais pro coração da pessoa, se eu sou uma anta de tetas mesmo, se eu ainda não aprendi a caminhar mesmo depois de 32 anos praticando… Talvez uma mistura de tudo isso. Fato é que eu virei o pé e fui ao chão de cara. Tamanho foi o impacto que eu até quiquei. Pá! De cara no chão. E a bunda pra lua.

Me levantei rápido, tentando contabilizar os estragos: perna ralada, sangrando, mãos raladas, toda suja de terra, auto-estima em frangalhos. Perdi a porcaria do ônibus. Fiquei no ponto parecendo que ia participar de um clipe do Michael Jackson .

Olha eu ali à esquerda, atrás do Michael!

MAS EU FUI CAMINHAR, MINHA GENTE! Eu fui! Podia ter voltado pra casa e tomado um banho enquanto ouvia músicas tristes e chorava porque de novo tinha pagado mico em público. Eu subi no próximo ônibus, dei duas voltas no lago e voltei pra casa sentindo que eu era capaz de fazer qualquer coisa.

Talvez eu seja mesmo. Fato é que quando eu coloco uma ideia na cabeça, eu realmente vou atrás daquilo que eu quero. Se 2018 vai ser meu ano? Não sei. Mas não vai ser por falta de tentativa da minha parte! ❤️

Retrospectiva 2017

Queeeeero ver você não chorar, não olhar pra trás nem se arrepender do que faaaazzzzzzz! Abiguinhos, 2017 tá dando seus últimos suspiros e em verdade vos digo: que ano! Então vamos analisar o ano que passou? As perguntas foram traduzidas e adaptadas daqui!

1) Que conselho daria a si mesma no dia 1º de janeiro de 2017?
Mulher, segura as calcinhas aê que 2017 vai ser seu ano. MAS TENHA CALMA!

2) Descreva seu ano em três palavras.
Saia, saúde e trabalho.

3) Diga uma coisa que aprendeu sobre si mesma.
Aprendi que preciso cuidar melhor da minha saúde porque não sou mais criança e todas as porcarias que faço com meu corpo vão uma hora serem jogadas na minha cara. 🙂

4) De qual feito você mais se orgulha?
De ter comprado uma casa! Que sensação maravilhosa que é ter um cantinho seu! ❤️

5) Que coisa boa aconteceu que nunca havia acontecido antes?
Acho que pela primeira vez eu senti que estava exatamente onde devia estar.

6) Se seu ano fosse transformado em filme, qual seria o gênero dele?
Uma comédia de humor negro proibida pra menores de 18. ( ͡° ͜ʖ ͡°)

7) Relembre três elogios que você recebeu durante o ano.
Fui chamada de elegante algumas centenas de vezes. Poderosa (ui). E hoje ouvi que sou culta. Entendi puta, mas vida que segue. Puta nóis é também.

8) Descreva o lugar que você mais gostou de visitar esse ano.
Amei ir pra São Paulo várias vezes! Fui ver as amigas de lá e fui fazer treinamentos. Ano que vem preciso viajar mais!

9) Pelo que (ou por quem) você é grata?
Sou grata pelos meus empregos e pelos amigos novos que cada um deles me proporcionou.

10) Quem mais te surpreendeu?
Correndo o risco de ser ególatra, acho que eu mesma.

11) Você superou algum medo?
Eu superei o medo de ser feminina, finalmente! 2018 que me aguarde.

12) Nomeie uma conquista profissional.
Meus empregos foram minhas maiores conquistas e juro, eu não seria metade do que sou sem os desafios que enfrentei esse ano.

13) Como seu relacionamento consigo mesma mudou?
Estou buscando ser mais honesta com o que sinto e, ao mesmo tempo, tentando não ser tão dura comigo mesma.


Se crianças e cachorros gostam de você, você não é totalmente ruim independentemente do que algum religioso possa falar de você.

14) Como seu relacionamento com sua família mudou?
Cada ano que passa eu entendo que família são as pessoas que você ama. O resto é parente.

15) Como as suas metas de vida evoluíram?
Seguindo a compra da casa, minha meta agora é ir onde o vento me levar. Em alguns anos, quero me mudar pra um lugar que amo muito. 🙂

16) Qual foi a sua maior decepção?
Bom, eu tive uma decepção com meu segundo emprego e no final das contas não dá pra ser legal e altruísta o tempo todo né.

17) Qual seu maior arrependimento?
Algumas oportunidades perdidas que não voltam mais. Mas fica aí a lição, amiguinhos.

18) O que você ficaria feliz em fazer de novo?
Todas as loucuras cometidas em 2017. Todas. Faria tudo de novo e muito mais.

19) Qual ato de bondade ficou gravado em sua mente?
Logo que eu voltei pra casa depois de ter operado eu recebi uma ligação que não estava esperando. E foi muito bom ouvir a preocupação da voz da pessoa.

20) De qual ato altruísta você mais se orgulha?
Estou feliz de ter doado bastante pro bazar esse ano. Mas ainda assim não acho que foi suficiente. Ano que vem quero poder voltar a doar sangue e poder ajudar mais os outros.

21) De qual ato de auto-controle você mais se orgulha?
Desculpa, auto-controle: não trabalhamos.

22) Quais as compras que você mais gostou de ter feito?
VESTIDOS! SAIAS! BRUSINHAS! Gente, eu comprei tanta roupa bonita esse ano!

23) Como seu estilo pessoal mudou?
Eu falei ali em cima que perdi o medo de ser feminina né? Pois bem. Agora eu estou usando muita saia, muito vestido, até salto alto. Eu finalmente aprendi a andar de salto alto!

24) Em qual área da sua vida você mais melhorou?
Definitivamente minha saúde melhorou. E eu voltei a dar vazão a minha criatividade.

25) Você teve sucesso em alguma das metas que planejou ano passado?
Opa, definitivamente. Eu fui muito mais honesta com meus sentimentos esse ano.

26) Você adotou algum hábito bom?
Depois da cirurgia eu nunca mais bebi uma gota de refrigerante. Aprendi a beber café sem açúcar (o gosto é tão melhor! ❤️), evito comidas muitos gordurosas. E estou tentando voltar a fazer exercícios regularmente.

27) O que te preocupou (e que você não queria pensar a respeito)?
Eu queria aprender a deixar o trabalho no trabalho, mas infelizmente eu levo ele comigo quando vou pra casa.

28) Qual a memória mais engraçada que você tem de 2017?
Mano, foram muitas. Das que eu não contei aqui acho que quando fui pra balada com meus amigos e estávamos todos dançando que nem idiotas. Eu me diverti muito dançando que nem minhoca louca. Sim, eu não preciso beber pra fazer loucuras.

29) Por quais amizades novas (ou renovadas) você é grata?
Foi tanta gente legal! Tem o grupo das meninas do emprego 1, os tíxers do emprego 2 e todos os alunos incríveis que ainda mantém contato comigo. E esse ano reencontrei e passei a noite com a minha alma gêmea, eu amo demais essa mulher. ❤️

30) Quem teve o maior impacto positivo na sua vida?
Já falei pra ele pessoalmente. 🙂

31) Qual a lição mais importante que você aprendeu?
Um pouquinho de paciência e palavras doces às vezes fazem toda a diferença.

32) Qual nova ideia/filme/artigo/livro mais te impactou?
Gente, os filmes com protagonistas femininas! Eu amei demais ir ao cinema e me sentir representada.

33) Qual pessoa, coisa, ou memória desse ano você vai se lembrar de compartilhar mesmo que estiver bem velhinha?
Tem tantas coisas… 2017 foi louco, mas foi maravilhoso na mesma medida. E quando eu estiver bem velhinha, eu vou contar várias histórias desse ano doido.

34) O que você mais gostou de aprender?
Algumas coisas relacionadas ao meu emprego, eu sinto que estou melhorando aos poucos e me sinto muito orgulhosa quando consigo fazer coisas do tipo identificar um porto pela sigla ou lembrar de cabeça o nome do navio que está levando a nossa carga.

35) O que você quer explorar/aprender/ver mais sobre no próximo ano?
Ano que vem eu quero viajar pra lugares novos! Ver mais praias!

36) De quais hábitos você quer se livrar? Quais hábitos você quer melhorar?
Eu quero definitivamente incluir uma alimentação mais saudável no meu dia a dia e fazer exercícios físicos regularmente. Saudades de fazer 4 horas de academia por dia.

37) Com quem você quer passar mais tempo no ano que vem?
Veja bem…

38) O que nesse ano indica que boas coisas estão por vir?
Já tenho planos pro ano que vem e eles incluem muitas good vibes.

39) O que você não fez esse ano que você definitivamente fará ano que vem?
Ahhhhhhh eu sei! Eu sei muito bem! Me aguarde ano que vem!

40) Qual será o tema do seu 2018?
Ser feliz e fazer as pessoas que amo felizes. Eu fui muito feliz em 2017 e espero que as coisas só melhorem em 2018. 🙂

Piririm piririm piririm! Passei vergonha sim!

Nessa altura do campeonato você, que já leu os outros posts do meu blog, deve achar que eu sou uma entidade que atrai situações vergonhosas. Um para-raio de constrangimentos, se você assim preferir. Ou talvez eu só venha no blog pra contar como eu me dou mal na vida.

Fato é que ontem estava muito, assim MUITO calor. As cigarras já estavam cantando desde cedinho. E eu fui criada no Mato Grosso do Sul, então pra eu dizer que estava calor é porque a temperatura tem que estar no mínimo na casa dos 30ºC. Eu saio de casa 6:40 da manhã todo dia e já estava quente, então catei uma brusinha regata e uma saia preta e saí muito linda e mais fresca que uma manhã de primavera. Lembrando que eu trabalho num escritório, e não numa boate, já que a regata era comportada e a saia era no joelho.

Lá pelas 4 da tarde minha colega da outra unidade pediu minha ajuda para instalar um aparelho novo de telefone para conferências na sala de reuniões. Eu não sou TI, mas posso ser pra TI o que TU quiser. Gente, desculpa, é mais forte do que eu. Enfim, era uma tarefa simples que consistia em plugar o aparelho novo no cabo de rede e fazer umas ligações-teste pra ver se o bicho estava funcionando apropriadamente. Como eu estava me revezando entre a minha sala e a sala de reuniões, nem percebi quando meu chefe saiu da nossa sala e se dirigiu à sala de reuniões pra atender uma ligação no telefone dele mesmo. Fato é que entrei na sala e ele estava lá falando no outro telefone enquanto eu instalava o telefone novo.

Conectei tudo e no final só faltava descobrir onde que eu conectava o teclado numérico daquela coisa. Fui olhar por baixo do telefone, mas achei que era melhor sentar pra fazer isso. Puxei uma cadeira e fui acomodar a minha bunda gigantesca (que se fosse 10 cm mais larga teria o próprio CEP), mas não sei o que aconteceu depois disso. Talvez o capeta tenha puxado a cadeira. Talvez tenha um desnível na sala e a cadeira de rodinhas simplesmente voltou pra trás. Talvez eu seja uma anta de tetas e nem tenha percebido que não puxei a cadeira pra perto o suficiente.

Eu só sei que sentei e fui caindo, caindo… Em câmera lenta. Minha vida passou diante dos meus olhos. Eu acabei estatelada no chão com as pernas pra cima. Minha primeira reação foi rir, claro. Pisa na merda, abre os dedos né? A segunda foi olhar a cara do meu chefe e ver se ele estava rindo. Não estava, que homem gentil e cavalheiro. A terceira foi tentar me recompor e me levantar.

Meu chefe desligou o telefone e deu risada finalmente. Disse que não podia rir enquanto estava no telefone, porque se fizesse isso ia ter que contar pra outra pessoa o que tinha acontecido. No final das contas eu fiquei mega feliz de não ter derrubado o aparelho novo no chão, porque o negócio custava o olho da bunda (eu sei, eu que coloquei o pedido pra comprar aquele troço). Moral da história: vai sair de saia? Então use uma calcinha bonitinha, você nunca sabe quando vai acabar mostrando ela pra alguém. Hoje eu to com as costas travadas do tombo, mas o importante é que a calcinha era bonitinha.

O vestido amaldiçoado

Semestre passado eu discuti com alguns alunos sobre peças de roupa que dão sorte. Muitos tinham meias da sorte, um até comentou que tinha uma cueca da sorte. Mas e roupa que dá azar? Eu tenho pra mim que isso é bobagem, mas eu tenho um vestido que toda vez que eu uso, algo ruim acontece.

Talvez não tenha nada a ver com o vestido em si. Na verdade, só o simples fato de eu colocar ele já me deixa meio alerta pra toda e qualquer coisinha, por menor que seja. E se qualquer coisa – qualquer coisa – acontece, daí é automático, é culpa do vestido. E foram várias coisas ruins: problemas de saúde, tretas no trabalho (que poderiam ter sido facilmente evitadas), perder ônibus… Tudo eu botei a culpa no vestido.

Mas mesmo tendo um vestido com encosto, eu nunca encostei (heh) o vestido porque era um bom vestido. Paguei baratinho na mesma loja onde comprei a calça que me deixou de bunda de fora. Era preto, simples e tinha um shape abajur de buceta que ficava muito bem em mim.

É um bom vestido! E se eu não usar, estarei desperdiçando R$39,99!

Mas como depois que eu tirei a vesícula eu perdi muito peso, eu acabei tendo que deixar o vestido de lado. Eis que outro vestido entra na jogada.

Esse vestido, pra ser mais exata.

Eu comprei ele com um objetivo muito claro em mente: sair com o crush errado. Ele tem um decote bonito e o comprimento é comportado. Mas tem forro e permite que eu use lingerie preta por baixo. Má-intencionada, eeeeeu? Que nada. Sabe quando você já monta o look inteiro pra aquela peça? Pois é, eu tava criando altas expectativas pra esse vestido.

Porém as coisas não aconteceram como eu esperava e o vestido acabou ficando encostado. Até domingo passado. Meu irmão queria ir no cinema, então julguei que seria uma boa ocasião pra estrear o vestido. Fomos assistir It – a coisa e eu podia dizer pra vocês que esse filme foi a coisa mais assustadora dos últimos tempos mas eu estaria mentindo.

Do meu lado sentou uma moça que 1) chegou atrasada e 2) estava com um copo colossal de coca-cola na mão. Nem 10 minutos de filme e ela foi pegar a coca pra beber. E amiguinho, a criatura conseguia a proeza de ENTORNAR METADE DO COPO DE COCA COLA EM CIMA DO MEU VESTIDO NOVO. Mas não foi isso que me deixou pistola. O que me deixou pistola de verdade é que a criatura nem se desculpou depois de ter me banhado naquele líquido delicioso. Poxa, eu não tomo coca-cola desde março! Sacanagem entornar aquele líquido precioso em mim quando eu nem posso beber mais.

Então, o que me deu mais medo foi passar o resto do filme imaginando se o meu vestido ia ficar manchado de coca-cola. Saímos da sessão quase meia noite e eu ainda cheguei em casa e fui lavar o vestido. Não manchou (UFA!), mas fiquei desconfiada. E se eu tivesse adquirido outro vestido azarado? Será mesmo que existe isso de roupa que dá sorte/azar? Ou será que eu só estou muito louca porque cortei coca-cola, alimentos gordurosos e açúcar branco da minha vida? Poderia ser falta de rola? Façam suas apostas.

7 de setembro de 2004

Essa história é 100% real. Eu estou contando porque ela aconteceu comigo e porque foi o dia que eu mais passei medo na vida.

Quando nós falamos em Pantanal geralmente as pessoas imaginam água em abundância, jacarés tomando sol e tuiuiús voando, mas era época de seca. Em maio para de chover, e quando chegamos a setembro está tudo tão seco que as queimadas varrem a paisagem. Os dias são áridos, infernalmente quentes e aquela fumaça constante das queimadas toma conta, deixando tudo com um visual enevoado de sonho (ou pesadelo, no meu caso).

Tipo Silent Hill, mas quente e cheio de pernilongos. (Via.)

Assim nós decidimos que seria legal passar o feriado num balneário próximo da cidade. Minha amiga alugou um chalé pra passarmos a noite por lá e nós estávamos animadíssimos. Quantas histórias de terror que vocês conhecem que começam exatamente desse jeito? Um grupo de amigos à procura de diversão, um lugar aparentemente legal mas isolado… Foi assim que começou.

Nós chegamos no balneário de tarde, o lugar estava lotado e nós fomos direto para as piscinas de água corrente. Depois fomos para o chalé descansar um pouco. Eu lembro que trouxe alguns CDs comigo e estávamos ouvindo música quando minha amiga V. disse que havia uma fazenda abandonada ali perto e ela queria ir lá. Eu não me lembro o porquê de não ter ido junto logo de cara, já que geralmente eu sou a pessoa que tem ideias ruins e acabo levando os outros pro buraco junto comigo. Sei que ela foi, junto com o namorado A. e com meu irmão e eu fiquei pra trás junto com uma amiga B. e o irmão dela E.

Sim, eu achei o lugar no Google Maps. Em azul, o balneário e a área dos chalés. Em vermelho, a fazenda abandonada.

Sei que nem 10 minutos depois minha amiga V. voltou dizendo que o lugar era incrível e a gente tinha que ir lá ver. Daí eu fui, e junto foram os outros dois amigos (B. e E.) que haviam ficado pra trás comigo. Inclusive minha amiga B. tinha levado sua novíssima câmera digital e pegou ela pra tirar umas fotos do lugar. As fotos que seguem são as originais daquele dia, e já estou pedindo desculpas pela qualidade.

O lugar podia ser próximo, mas era difícil de entrar. Precisamos passar por uma cerca de arame farpado, mas eu – moça criada em fazenda – tinha larga experiência em varar cerca e fiz isso com certa tranquilidade mesmo estando de biquíni e saia jeans. Meus amigos logo se juntaram a mim e começamos a explorar o lugar. Ainda era de dia, por isso estávamos tranquilos. Logo que cheguei, fiquei impressionada com o tamanho das construções. Algumas casas não tinham mais o telhado, mas as paredes estavam firmes e cheias de pichações (algumas datadas da década de 40!!!).

O lugar tinha duas ou três fontes, provavelmente eram bebedouros pros animais. Mas o mato ali estava cortado e aquele devia ser o primeiro sinal de que a gente não devia estar ali…

Uma das fontes. Reparem no mato cortado ao redor e dentro da fonte. Ainda estava verde, sinal de que tinha sido cortado bem recentemente…

Entrei num galpão enorme e sem telhado, que não tinha nada dentro a não ser um forno gigantesco. Procurei não pensar muito naquilo, já que eu cabia inteirinha de pé no forno.

Vocês conseguem ler 1889 ali em cima da porta? Dá pra ver o forno no centro. Essa tarja preta eu coloquei muito tempo atrás pra tapar minha foto de biquini hahahaha 🙂

Uma das casas estava trancada, mas meu irmão deu um jeitinho arrombando a porta. Mas logo que entramos ficamos instantaneamente arrependido porque o local estava tomado por centenas de morcegos.

MORCEGOS! Mais um sinal pra sair correndo dali.

Acho que nesse ponto eu decidi que era aventura demais pra mim e que era hora de voltar. Mas meu irmão, minha amiga C., minha amiga V. e o namorado dela decidiram que iam seguir uma trilha que entrava pelo mato.

Eu, minha amiga B. e o irmão dela estávamos quase na cerca quando vimos os outros quatro correndo e gritando “CORRE! CORRE!”. Sabendo que eles gostavam de fazer piadas, achei que era gozação com a nossa cara. Mas eles estavam com uma cara de pavor tão genuína que a gente achou que era melhor correr também. Não demorou pra eles nos alcançarem e vararmos a cerca não tão graciosamente quanto da primeira vez. Cortei meu braço no arame farpado e minha amiga B. perdeu um chumaço de cabelo, que enganchou na cerca.

Nós nos trancamos no chalé, sem fôlego. Até que minha amiga V. finalmente nos explicou o que aconteceu. Eles seguiram a trilha até uma casa mais afastada e entraram. A casa era tão antiga quanto as outras construções da fazenda, mas não parecia estar tão abandonada assim… Dentro dela haviam vários vidros cheios de coisas estranhas, pedaços de animais e líquidos esquisitos. Minha amiga pegou uma dessas garrafas na mão quando um homem estranho chegou e gritou “O que vocês estão fazendo?”. Ela jogou a garrafa no chão e eles saíram correndo, perseguidos pelo homem.

Sabe qual a parte divertida de um balneário? É que de dia ele fica lotado. Mas as pessoas tendem a ir embora quando o sol se põe. Assim, nós nos demos conta de que estaríamos sozinhos durante a noite.

E que noite, meus amigos. Barulhos estranhos. Cantos. Cachorros uivando. Tambores batendo. Eu tinha certeza absoluta de que aquela seria minha última noite na terra. Num dado momento nós conseguimos ouvir uma voz de homem atiçando os cachorros, que começaram a uivar e latir mais alto. Trancamos a porta e amarramos as cangas nas janelas do chalé, apavorados. Em algum ponto da noite escutei um barulho nas janelas, como se alguém estivesse tentando entrar. É nesses momentos que você se dá conta do quanto está ridiculamente despreparado pra enfrentar qualquer perigo. Agarrei uma faquinha de serra que levamos junto com a comida e torci pra não acontecer nada.

Uma noite em claro depois, nada aconteceu. O sol nasceu e nós saímos do chalé. Não havia mais ninguém ali além da gente. Era como se o dia anterior não tivesse acontecido. O balneário começou a se encher aos poucos e eu juro que comecei a achar que tudo aquilo tinha sido coisa da minha cabeça. Mas pode perguntar a qualquer um dos meus amigos que passaram aquela noite comigo. Nunca mais.

Uma história sobre cabelo

Ano passado eu decidi que ia realizar um sonho antigo meu e pintar o cabelo de rosa. Não qualquer coisa, mas ROSA-PINK-FLUORESCENTE-RADIOATIVO-TCHANAMMMM. Minha obsessão com cabelo rosa é antiga: Gwen Stefani foi minha musa da adolescência e até hoje eu adoro a maioria das coisas que ela faz/usa.

Incluindo cabelo pink e batom vermelho.

Daí eu estava dando aula de inglês, podia ser mais moderninha e talz… Aproveitei que estava com o cabelo platinado e fui numa loja de artesanato que tinha perto de casa e comprei anilina.

O resultado foi um cabelo tão, mas TÃO PINK que eu podia ser observada do espaço juntamente com a muralha da China. Mas não acreditem na minha palavra apenas, vejam a foto que vocês vão ter uma ideia do que eu estou falando.

Eu estava assim…

…e fiquei assim.

Eu tenho pouquíssimas fotos de cabelo pink, e o motivo é bem simples: eu não cheguei a ficar com o cabelo dessa cor nem uma semana. Isso por que alguns dias depois me chamaram pra uma certa entrevista de emprego, e eu até posso parecer meio doida mas não queria chegar lá parecendo uma doida completa de cara né? Taquei tintura castanha no cabelo. Ainda assim, a ponta do meu cabelo ainda ficou rosa.

Quando pediram pra eu retornar no dia seguinte, eu estava disposta a fazer a mudança total pra me livrar do rosa: passei tintura preto-azulada no meu cabelo. Pra mim não era muito chocante porque já tive o cabelo preto muitos anos, mas quem me viu ir do platinado pro rosa pro preto em menos de uma semana deve ter ficado confuso. Meus alunos devem ter achado ótimo ter uma professora diferente a cada aula.

Te garanto que minha voz não mudou nada.

Um ano depois eu ainda tenho um monte de cabelo preto, mas estou deixando crescer e estou cortando aos pouquinhos. Minha meta é voltar a ser loira de novo, porque não acho que o cabelo preto combina mais comigo. Parece que ele me dá uma aparência mais severa.

Dica pra vida de hoje: cabelo colorido só em emprego moderninho. Enquanto o futuro não chega, vamos seguindo com o cabelo “normal” de sempre.