(BEDA) O dia que a galera do ônibus me viu pelada

Essa história eu já tinha contado no falecido Popfuk, mas como ela é boa demais pra deixar morrer eu estou contando de novo até mesmo porque vocês curtem mesmo é ver eu me fodendo.

Em 2012 eu estava fazendo mestrado em Botucatu. Botucatu é uma cidade muito linda e com um nome engraçado, mas é difícil chegar lá. As opções de ônibus são poucas e infelizmente não tem ônibus direto da minha cidade. Então eu tinha que viajar ou pra Campinas ou pra São Paulo. Por São Paulo o caminho era mais longo e a passagem era mais cara, apesar do ônibus ser infinitamente mais confortável.

Por Campinas era mais rápido e mais barato, mas em compensação o ônibus da viação Caprioli parecia que tinha levado a caravana de Jesus pra Galiléia. Era um festival de poltrona quebrada, ônibus sujo, tranca da porta do banheiro que não funcionava… Notem que essa informação da porta do banheiro é importante e ela vai ser relevante mais adiante. Por acaso eu falei que a qualidade do asfalto também era bem precária? Essa informação também é muito importante.

Pois bem, eu embarquei em Campinas. E junto comigo embarcaram mais uma dúzia de pessoas e um policial lindo. Sei que eu olhei dentro dos olhos do policial e vi que ele seria o pai das minhas gatas (que eu nem tinha ainda). Uns 40 minutos depois de iniciada a viagem, começou a me dar vontade de ir no banheiro. E sabendo que logo adiante a estrada ia ficar muito pior, eu decidi ir logo porque não seria possível mais tarde. Vocês já tentaram usar banheiro de ônibus em estrada esburacada? Era muito mais emoção do que eu estava disposta a encarar.

Passei pela poltrona do policial bonitão que estava sentado bem ao fundo, próximo do banheiro. Entrei e fechei a porta. Mas no que tentei trancar, a tranca não funcionava. Bom, seria um minutinho no máximo mesmo, e o ônibus também não estava muito cheio. Mas eu calculei mal a hora que a estrada ia piorar e o trecho esburacado começou mais cedo do que eu esperava. No primeiro buraco que o ônibus passou eu fui arremessada pra fora do banheiro.

Eu fui parar na poltrona do policial, de calça arriada, quase sentada no colo dele.

Voltei correndo pro banheiro, mas a menina dignidade já estava agonizando. Não consegui ir no banheiro, passei vergonha e nem peguei o policial ainda por cima! Mas o que seria da vida sem essas histórias engraçadinhas né? Muito obrigada, Viação Caprioli!
 

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5 comments

  1. Como assim a sua vida parece novela mexicana cheinha de drama e situações desastrosas??? Você podia encher um livro todinho só com esses seus contos, viu? Vai ficar riquíssima

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