(BEDA) Elegante, eu?

Nos últimos dias eu ouvi de várias pessoas diferentes que eu era uma pessoa muito fina e elegante e etc etc. Não vou negar, meu jeito de me vestir mudou consideravelmente nos último anos. Isso também inclui uma boa dose de maquiagem, porque tem que dar um acabamento nas fuças ou a gente assusta o povo logo cedo. Mas a verdade é que eu passei tanto tempo usando jeans e camiseta (porque eu não era uma garota como as outras RÇRÇRÇRÇ) e zero maquiagem que pessoas que conviviam comigo antes me estranham quando me veem hoje.

“Nossa, você precisa trabalhar chique desse jeito?”, escutei de uma colega que fez faculdade de veterinária comigo. Sei lá o que é ser chique. O que vocês consideram chiqueza? O porco é um animal chique porque ele mora no chiqueiro?

Eu comecei a mudar quando trabalhei num hotel. Primeiro, porque maquiagem era pré-requisito. Segundo, porque não adianta usar maquiagem se eu estou vestida como quem acabou de chegar do curral. Eu sempre, SEMPRE morri de vontade de usar roupas femininas. E eu estava aliviada porque podia ser a mocinha que eu sempre fui e tinha a desculpa do emprego por isso.

Você passa tanto tempo querendo atender as expectativas dos outros, sendo julgada e julgando outras mulheres que você não lembra que não deve picas veiosas a ninguém. E mais:

Você não pode ditar a uma mulher o que deveria fazer com que ela se sinta sexy.

A única pessoa que você deveria agradar é a si mesma. Use o que você quiser e seja quem você quer. Eu não vou mentir, pra mim tem sido uma luta diária quanto a isso de julgar outras mulheres, mas aos poucos eu vou mudando.

Só lembrando que… Às vezes a gente não quer ser chamada de elegante não.

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(BEDA) O dia que eu encontrei David Bowie na praia

Em maio do ano passado eu viajei de férias para Natal. E se você me conhece um pouquinho que seja, sabe que Natal é meu lugar favorito da face da terra. Tem alguma coisa de lá que conversa, que chama a minha alma pra voltar. Eu já tinha viajado pra lá uma vez, mas dessa vez fui pra levar a minha mãe.

Ficamos na Ponta Negra e, apesar de ser um dos pontos mais movimentos da cidade, pela manhã é o lugar mais tranquilo do mundo. Você vê os moradores locais caminhando na praia (vazia) e fazendo exercício, pescadores pescando… Tudo no maior deboísmo, numa tranquilidade e num ritmo que eu ainda não vi em nenhum outro lugar.

Numa dessas manhãs estava caminhando na praia com minha mãe quando escuto um “Hello!”. Me virei pra ver se era com a gente mesmo e me deparo com um casal de senhores – ambos com pelo menos mais de 70 anos cada. O senhor começou a conversar animadamente comigo em inglês, percebendo que eu havia compreendido o que ele estava dizendo. Mas informei a ele que eu era bem brasileira, e só tinha mesmo cor de gringa.

A mulher, brasileira e muito comunicativa, também começou a conversar com minha mãe e explicou que o marido estava feliz em conversar com alguém em inglês. Acontece que o moço era americano, ex-militar, havia vindo pro Brasil e aqui acabou ficando depois de conhecer a mulher. E de acordo com a própria, foi muita canseira da parte dela até eles começarem a namorar.

Me despedi do casal simpático e continuamos a caminhar pela praia. Que privilégio que é poder envelhecer assim: ao lado de quem você ama e nesse lugar maravilhoso. Por acaso eu falei que o americano era a cara do David Bowie? Ok, é o título do post. Me dá um quentinho no coração imaginar que David Bowie não morreu, mas fugiu para o Brasil e decidiu passar o resto da vida em Natal ao lado da mulher que ama.

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(BEDA) Selvagens

Underneath it all, we’re just savages
Hidden behind shirts, ties and marriages
How could we expect anything at all
We’re just animals, still learning how to crawl

Eu tenho pensado muito nessa música ultimamente. Não só porque é uma música incrível e os vocais da Marina são perfeitos (como sempre), mas essa música tem uma letra muito bonita e muito assustadora ao mesmo tempo. Porque por debaixo de toda essa camada de civilização, somos selvagens. Muito bem escondidos atrás de camisas, gravatas e casamentos. Somos capazes das coisas mais primitivas, mas também somos capazes de coisas incríveis. No fundo, somos animais governados por hormônios em busca de sobrevivência, de satisfação e de prazer.

Por debaixo de tudo isso, somos selvagens. Controlando nossos impulsos, trabalhando pra pagar as contas, interagindo uns com os outros da melhor forma possível. Se apaixonando, odiando, amando. E por que nos achamos tão superiores aos outros animais? O que faz de nós especiais?

Verdade que não podemos sair fazendo tudo que dá na telha. Mas eu disse a uma pessoa essa semana: a vida é muito curta para passar vontade. E eu acredito que tudo que temos é o agora. Amanhã não se sabe. Ontem já passou. E se realmente tudo que tivermos for essa vida? Você realmente ia querer trabalhar até morrer?

Você é feliz?

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(BEDA) Maturidade Zero

  • Um tempo atrás eu decidi que ia ver um anime que estava bombando e que todo mundo estava falando bem. De fato, o tal anime era legal e estava me entretendo até que lá pelo meio aparece o grande vilão da trama e o nome dele era Biba. Biba, o libertador. Biba, o poderoso. A partir daí ficou difícil de levar a sério, porque tudo era culpa de Biba.

Biba é, acima de tudo, um vilão FABULOSO

  • Não tenho maturidade pra comprar papel higiênico tipo rolão. Muito menos pra dar conta de um pacote que vem com 8 rolão.

Vai um rolão branco aí?

  • Uma vez o SBT passou uma novela com o singelo nome de Pícara Sonhadora.

Enquanto isso, nóis fica aqui sonhando ca pica né

  • Esses dias eu estava pesquisando a compra de um produto químico para a fábrica e me deparo com um produto cujo nome singelo é “Nabumetona”. Fiquei meia hora dando risada com o consultor técnico aqui da fábrica, que deve ter uns 80 anos. Logo em seguida, chega meu diretor. Ele para, lê o nome do produto e pronuncia em voz alta “NABUCETONA”. Rimos muito. Ainda não consegui concluir essa compra.

E nabumetona, não vai nada??

  • No meu estado tem uma cidade chamada Anaurilândia.

Fica no cu do mundo

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(BEDA) Exportando para o Peru: um guia longo e duro

Tudo começou ano passado quando recebemos um pedido de exportação para o Peru. Tratava-se de um cliente antigo, e já fazia algum tempo que não exportávamos para lá. Sendo nova no cargo, era natural que eu me sentisse um pouco perdida. Esse era o primeiro Peru que eu ia encarar. Minha jornada começou assim, com meu chefe me fazendo um pedido singelo:

Segundo mês no cargo, zero de intimidade e tendo que ouvir o moço falando pra eu levantar o Peru. Meu chefe ficou sem graça porque ele não falou com maldade, mas eu já estava calejada. E sendo uma moça muito eficiente, levantei o Peru rapidinho. Estavam achando o quê? Colocou na minha mão eu levanto!

Meu primeiro Peru foi um de 15…

…toneladas de produto. Mas no final das contas o cliente quebrou o Peru em dois e tivemos que mandar duas cargas separadamente. E o parto que foi pra sair esse Peru? Quase precisamos brigar para mandar o Peru, que no final das contas só terminou de sair no começo do ano.

O problema foi que depois disso não parou mais de entrar Peru. E veio de tudo que era tamanho: tinha de 15, de 18, até de 20 nós tivemos que encarar. Novamente tivemos um problema com a saída da carga, mas eu não deixei barato: fiquei em cima do Peru, fazendo pressão. E quando o Peru finalmente saiu deu uma sensação imensa de alívio, mas também de vazio.

Porque esse Peru me fez muito feliz. Não há nada a ser feito além de amar muito o Peru.

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(BEDA) Bunda ao vento

Qual a coisa mais constrangedora que aconteceu com você nos últimos dias? Que tal mostrar a bunda pro seu diretor?

OLAR

Depois da cirurgia para retirada da pedra da vesícula eu perdi muito peso. Com isso eu perdi 90% das minhas roupas, o que me obrigou a comprar tudo de novo. Comprei umas calças numa loja famosa com nome de mulher cuja primeira sílaba é igual a primeira sílaba do meu nome e fui trabalhar uma segunda-feira com uma dessas calças. Eu não contava que o universo queria me expôr nesse dia.

Está fazendo muito frio aqui por esses dias e juro que achei que minha bunda estava gelada por isso. Bem, por isso e por ela ser uma bunda portentosa. De acordo com meu irmão, minha bunda regula de tamanho com um satélite e provavelmente tem o próprio campo gravitacional. Então eu teria problemas para aquecer a larga área do meu derrière.

Deu meio dia, comentei alguma coisa com meu chefe – que estava em reunião com o coordenador de produção e avisei que iria almoçar. Passei na sala do meu diretor não lembro por qual motivo e segui para o refeitório da empresa. De novo aquela sensação de bunda gelada, mas eu já nem estava incomodada mais porque estava assim desde cedo. Quando eu cheguei no refeitório que um anjo em forma de cozinheira me chamou e disse as palavras que gelaram minha alma:

“Moça, sua calça tá rasgada.”

Rasgada era um eufemismo né. Considerando o tamanho da minha bunda, aquilo era uma tragédia de proporções bíblicas. Eu não sabia se eu voltava correndo pra sala ou se comia. Pra minha sorte, estava usando uma camisa comprida e consegui tapar o rasgo enquanto almoçava. Tem que comer né, senão a cabeça não funciona. Pós almoço corri de volta para a sala e iniciei a operação de guerra pra salvar o restinho de dignidade que eu ainda tinha. Liguei pra minha mãe e pedi para ela separar uma calça. Em seguida, chamei um moto-táxi e pedi para ele passar em casa e pegar a calça.

Dez, vinte minutos se passaram. Nada do moto-táxi chegar na fábrica. Desesperada, liguei na portaria. Um porteiro muito solícito me informou que sim, o moto-táxi já havia entregado minha encomenda, mas ele não quis me incomodar porque a porta da minha sala estava fechada. Oi???? Estava fechada porque eu não estava a fim de expôr a bunda de novo. Amarrei uma blusa na cintura, corri na portaria, peguei a calça e voltei correndo para a sala pra trocar. O ALÍVIO.

Daí você começa a pensar nas coisas e lembra que falou com seu diretor e atravessou meia fábrica pra almoçar.

Quantas pessoas que viram minha bunda nesse meio tempo?

Será que meu diretor viu minha bunda? 

Será que mostrar a bunda era algo passível de justa causa???????? 

Pisa na merda, abre os dedos né. O que me consolou foi que, nesse dia, eu estava com uma calcinha bonitinha. Menos mal.

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(BEDA) Top 7 motivos pelos quais estou solteira

Eu tenho dois empregos

Ano passado, depois de explicar que além de dar aulas eu também trabalhava com exportação e estava terminando a faculdade de logística eu tive que ouvir de uma aluna “Noooooooossa tíxer, a senhora não namora não?”. Não, não namoro. Pra namorar eu teria que me clonar. Até mesmo porque…

O único Peru que não sai da minha cabeça é o país

Estamos exportando tanto pro Peru que Peru pra mim é sinônimo de trabalho. Toda hora tem Peru, e não para de entrar e sair Peru. Tem Peru de 15, de 18 até de 20. Toneladas, e não centímetros, ok?

Arranjo uns crush muito errado

Quem me acompanha no twitter sabe que eu só me meto com crush errado. Ou é casado, ou é muito novo ou pior ainda, é hétero que fala top e churras. Eu nunca pensei que fosse chegar o dia que eu fosse ser uma pessoa sensata a ponto de dizer “Valeu fera, mas você não vale a dor de cabeça que eu vou ter mais tarde”.

Passo mais tempo no hospital que no Tinder

Final do ano passado descobri uma pedrona na vesícula do tamanho da minha vontade de estar morta e fui obrigada a tirar a dita-cuja esses tempos por motivos de: quase morri por conta dessa bagaça. Sério, não brinquem com ssasporra. Já o Tinder eu fico abrindo como quem abre a geladeira o tempo todo esperando algo incrível aparecer magicamente, mas é só decepção. Daí fecho e tento me conformar que vou morrer sozinha com 200 gatos. 🙂

Eu gosto de meninos e meninas

O que dobra minha chance de levar um pé na bunda. As moças acham que eu sou indecisa. Os moços querem fazer ménàge. E eu mando todo mundo se foder porque gente, eu posso ser bi mas definitivamente não sou obrigada.

Eu tenho tipos muito específicos

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Eu passo meu tempo livre escrevendo em blog

O tempo que eu podia estar colocando Santo Antônio de ponta cabeça eu to aqui, escrevendo num blog que ninguém lê enquanto penso no crush errado. Depois não adianta reclamar né.

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(BEDA) Entrevista de emprego

No começo de setembro do ano passado eu estava contente. Tinha um emprego muito legal como professora de inglês, pertinho da minha casa e que realmente me fazia feliz. Eu estava muito satisfeita e a última coisa que esperava era ter uma agência de empregos me ligando pra marcar uma entrevista. Eu havia mandado o currículo em julho antes de sair da outra empresa e provavelmente meu currículo tinha ido pro grande céu dos currículos onde você também acha os guarda-chuvas e canetas Bic que sumiram da face da terra. Mas eu fui e ó, a entrevista na agência de empregos foi sucesso. Lembro que no final estávamos comentando dos nossos cachorros e a moça super fofa me assegurou que eu era perfeita pro cargo e que meu trabalho seria o de “apertar botões”.

Mal cheguei em casa e já recebi uma ligação para mais uma entrevista, dessa vez na própria empresa. Ok, vamos lá. Cheguei no horário marcado e fui recebida pela moça do RH com quem já havia conversado. Mas não foi ela que me entrevistou. Ela chamou um homem e JESUS PENSA NO MOMENTO TENSO NA VIDA DA PESSOA. Nada do que eu tinha passado até ali tinha me preparado pra aquela entrevista, e olha que eu já passei por muita situação trash.

Sei que o tal homem conduziu a entrevista de forma que eu saí extremamente frustrada. Ele fazia as perguntas, mas parecia não acreditar no que eu estava dizendo. E aquilo ia me deixando mais e mais desanimada. O cara era um muro impenetrável e insondável e nada do que eu dizia parecia atravessar aquela barreira. Saí chateada achando que a entrevista não tinha dado em nada, massss… No dia seguinte fui chamada pra fazer entrevista com o diretor da empresa, em inglês. Essa foi a parte fácil, inglês eu falo melhor que português e a entrevista foi mais um bate-papo do que qualquer coisa.

Então… Eu fui contratada. E só conseguia pensar que se aquele homem que havia me entrevistado da primeira vez fosse o meu chefe, eu estava bem fodida pra falar um português claro. Puta cara chato que não acreditou em nada que eu disse. Como que eu ia fazer pra lidar com ele todo dia? Mas dito e feito. Ele era meu chefe. E os atritos não foram poucos porque mea culpa, eu não sou fácil. Eu chorei bastante de lá pra cá, mas eu cresci na mesma medida. Eu aprendi muitas coisas de setembro pra cá, mas principalmente eu aprendi a admirar e respeitar meu chefe. Porque ele não confiava em mim, mas era porque eu também não confiava nele. O tempo fez com que eu percebesse que ele estava do meu lado. E se eu tinha alguma dificuldade, ele pegava na minha mão e me guiava. Não foram poucas as vezes que ele sentou comigo e me explicou – com toda paciência do mundo – o que devia ser feito.

No final, eu tive muita sorte. Quem me vê agora (e sabe de tudo que eu passei no último emprego) enxerga uma pessoa feliz e estimulada. Porque você pode passar a vida inteira fazendo a mesma coisa todo santo dia no seu emprego, mas eu não quero isso. Eu quero mais, eu quero aprender, eu quero crescer. E faz toda diferença na sua vida ter uma pessoa que escuta o que você tem a dizer e enxerga que você pode mais. E eu só tenho a agradecer a esse chato. 🙂

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Ta-ta emprego antigo

Eu trabalhava numa multinacional asiática. E mesmo que eu saísse da empresa, ela não saía de mim. Eu sonhava com as coisas que ainda precisava fazer e tinha pesadelos com tudo dando errado. Algumas vezes, os pesadelos se tornaram realidade: tudo acontecia na pior hora, da pior forma. O nível de estresse era alto e constante. Perdi a conta de quantas vezes voltei chorando no fretado ou chorei escondida no banheiro. Cansei de ouvir que tudo que eu fazia era errado ou que as coisas deram errado por culpa minha. Outras vezes, recebia tarefas possíveis mas que deveriam ser cumpridas em prazos impossíveis. E quando de novo tudo desabava, eu me perguntava o que estava fazendo ali enquanto voltava chorando pra casa novamente.

A minha saúde começou a piorar. Meu estômago doía e me vi tomando remédio diariamente pra evitar as crises – que me levaram pro hospital em duas ocasiões diferentes. Meu humor ficava cada vez pior e eu me tornei uma pessoa amarga e tóxica. Eu estava num território hostil, esperando de onde viria a próxima porrada. E todo dia era uma pancada nova. A sensação era de estar descendo uma escada e sentir que ainda tinha um degrau pra descer, mas esse degrau nunca chegava.

E depois de tudo isso, ainda tive de ouvir que era idiota por desistir. Que o salário – O SALÁRIO – compensava tudo. Que o mercado estava ruim e eu ficaria desempregada por muito tempo. Que eu deveria ficar porque o medo ia levar a melhor e me manter acorrentada ali. Que eu era burra porque tinha o privilégio de ter um bom cargo numa empresa nova que estava crescendo e ainda assim joguei tudo no lixo. Burra. Idiota. Estúpida. Quanto tempo mais minha saúde ia aguentar? Quanto tempo mais minha sanidade seria mantida tendo que ouvir todo tipo de absurdo de quem deveria me orientar? Quantas vezes eu ainda ia voltar pra casa chorando no ônibus?

Eu só me dei conta de que tudo tinha acabado quando estava no ônibus: mas dessa vez a caminho do treinamento pra voltar a dar aulas de inglês. Comecei a chorar , uma felicidade doida que eu não lembro de ter sentido antes. O salário é menor, mas eu vou pro trabalho a pé em 10 minutos. Eu trabalho menos, mas me sinto infinitamente mais apreciada. Os colegas de trabalho são incríveis e sempre estão prontos pra te dar dicas. Ninguém ali quer puxar o seu tapete e todo mundo se ajuda.

Enfim, eu só queria dizer que…

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P.S.: Ta-ta é uma expressão do inglês britânico que significa “Adeus”. Achei apropriada. 🙂

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Tag: Jogos olímpicos!

Prestes a assistir a cerimônia de abertura Rio 2016, eu gosto de lembrar de outros jogos olímpicos e de como nasceu a paixão por alguns esportes. Então criei esse tag e quem quiser participar, pode ficar a vontade!

  1. Qual a primeira olimpíada que você se lembra?
  2. Qual seu momento olímpico favorito?
  3. Quais esportes você costuma acompanhar durante os jogos?
  4. Qual atleta te inspira?
  5. Pra quais países você costuma torcer?
  6. Rio2016: bom ou ruim para o Brasil?
  7. E você, vai assistir os jogos?
  1. Barcelona – 1992: Sim, eu sou mais velha que a média blogueira de hoje em dia flw vlw).
  2. Barcelona – 1992: Eles acenderam a tocha COM UMA FLECHA! Num estádio TODO ESCURO! E foi épico e ninguém vai fazer algo mais épico do que isso!
    Mas não acreditem apenas na minha palavra, assistam o vídeo da cena!
  3. Eu geralmente vejo de tudo um pouco, mas tem um lugar especial no meu coração pro vôlei e pra ginástica.
  4. Sergey Tetyukhin
    Sergey-TetyukhinComemorando o outro em Londres em cima daquele time de amarelo ali.Então, são 4 medalhas olímpicas (ele é o único jogador de vôlei a ter bronze, prata e ouro que foi conquistada em cima do Brasil) e está indo pra sua sexta olimpíada. Com 40 anos de idade, é um jogador regular, disciplinado e temido. Legendário, diz um site de vôlei. E vai ser o porta-bandeira da Rússia na cerimônia de abertura dos jogos Rio 2016. <3
  5. Rússia, Itália e Brasil. Às vezes sou um pouco babaca e torço contra alguns países, mas juro que vou tentar melhorar esse ano hahahahaha!
  6. Acho que no geral só vamos mostrar mais o que todo mundo sabe: o Brasil é lindo, mas é um caos e boa sorte se você for estrangeiro. No final, acho que o saldo vai ser positivo para o turismo – que vai aumentar bastante. Mas eu não moro no Rio de Janeiro e já vi amigos de lá reclamando bastante.
  7. Já estou com a TV ligada no Sportv desde cedinho! No final, não é sobre a competição. É sobre um monte de gente diferente em harmonia buscando se superar e fazer o melhor. E eu acho que essa é a mensagem que deveria ficar. <3

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Fiquem com essa foto maravilhosa do Tetyukhin fazendo uma selfie com uma incrível câmera VGA após o bronze em Atenas 2004.

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