(BEDA) O dia que eu encontrei David Bowie na praia

Em maio do ano passado eu viajei de férias para Natal. E se você me conhece um pouquinho que seja, sabe que Natal é meu lugar favorito da face da terra. Tem alguma coisa de lá que conversa, que chama a minha alma pra voltar. Eu já tinha viajado pra lá uma vez, mas dessa vez fui pra levar a minha mãe.

Ficamos na Ponta Negra e, apesar de ser um dos pontos mais movimentos da cidade, pela manhã é o lugar mais tranquilo do mundo. Você vê os moradores locais caminhando na praia (vazia) e fazendo exercício, pescadores pescando… Tudo no maior deboísmo, numa tranquilidade e num ritmo que eu ainda não vi em nenhum outro lugar.

Numa dessas manhãs estava caminhando na praia com minha mãe quando escuto um “Hello!”. Me virei pra ver se era com a gente mesmo e me deparo com um casal de senhores – ambos com pelo menos mais de 70 anos cada. O senhor começou a conversar animadamente comigo em inglês, percebendo que eu havia compreendido o que ele estava dizendo. Mas informei a ele que eu era bem brasileira, e só tinha mesmo cor de gringa.

A mulher, brasileira e muito comunicativa, também começou a conversar com minha mãe e explicou que o marido estava feliz em conversar com alguém em inglês. Acontece que o moço era americano, ex-militar, havia vindo pro Brasil e aqui acabou ficando depois de conhecer a mulher. E de acordo com a própria, foi muita canseira da parte dela até eles começarem a namorar.

Me despedi do casal simpático e continuamos a caminhar pela praia. Que privilégio que é poder envelhecer assim: ao lado de quem você ama e nesse lugar maravilhoso. Por acaso eu falei que o americano era a cara do David Bowie? Ok, é o título do post. Me dá um quentinho no coração imaginar que David Bowie não morreu, mas fugiu para o Brasil e decidiu passar o resto da vida em Natal ao lado da mulher que ama.

Banner fofo feito pela Cacá!